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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Minhas seleção de trechos das Crônicas de Nárnia


      Li o volume único de "As Crônicas de Nárnia" pela primeira vez e fiquei muito admirado com a profundidade desse livro chamado de infantil pelo próprio autor. Através dessa história temos uma visão geral do Evangelho (Com a parte da queda um tanto oculta) e podemos além nos divertir rindo a valer de algumas partes :) ,  tá, confesso que não concordei com toda a visão fornecida na história. Até porque sou Calvinista e C.S Lewis era Arminiano e outras diferneças de pensamento. Mas as histórias são muito belas!
     
Quanto a ausência de trechos de alguns livros como A Viagem do Peregrino da Alvorada e A Batalha Final  aconteceu porque algumas das partes que eu achei mais belas só são belas assim no contexto do seu capítulo, então deixo ao leitor a sugestão de ler as Crônicas. :D
      Então encerrando aqui a enrolação minha introdução, aqui vai minha seleção de trechos organizada por livro:

 

O Sobrinho do mago

Agora que ela estava sozinha com as crianças, nem notava a presença delas. Ela era assim mesmo. Em Charn, queria usar Digory e não deu a mínima atenção a Polly; agora, que tinha tio André nas mãos, pouco se importava com Digory. As bruxas em geral são assim. Não estão jamais interessadas nas coisas ou nas pessoas, mas na utilidade eventual destas. São de um espírito prático implacável.”(Do capítulo 6)
 “Entre pelos portões de ouro ou não, Apanhe o meu fruto para outro ou não. Aquele que roubar ou escalar os meus muros, Encontrará desespero, junto com o desejo do seu coração.” (Do capítulo 13, escrito Placa do jardim das árvores dos frutos dourados)
...As crianças olhavam para a face do Leão enquanto ele pronunciava essas palavras. De repente (nunca souberam como aconteceu), foi como se a face de Aslam se tornasse um mar de ouro no qual flutuavam; inexprimível força e ternura passavam por eles e por dentro deles; e sentiram que jamais na vida haviam sido realmente felizes, bons ou sábios, nem mesmo vivos e despertos, até aquele momento. A lembrança desse instante permaneceu com eles para sempre; enquanto viveram, se alguma vez se sentiam tristes, amedrontados ou irados, a lembrança daquela bondade dourada retornava, dando-lhes a certeza de que tudo estava bem. E sabiam que podiam encontrá-la ali perto, numa esquina ou atrás de uma porta.” (Do capítulo 15)


O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa

“– Ah, é, fale de Aslam! – disseram as crianças em coro. Pois, mais uma vez, tinham sido envolvidas por aquela estranha sensação que lembrava os primeiros sinais da primavera, e que parecia trazer notícias maravilhosas.
Aslam?! – exclamou o Sr. Castor. – Então não sabem? Aslam é o rei. É o verdadeiro Senhor dos Bosques, embora já há muito esteja ausente. Desde o tempo do meu pai e do meu avô. Agora chegou a notícia de que vai voltar. Neste momento mesmo está em Nárnia. Ele dará um jeito na Feiticeira Branca, não se preocupem. Ele, e não vocês, meus filhos, há de salvar o Sr. Tumnus.
E se ela transformar também ele numa estátua de pedra? – perguntou Edmundo.
Deixe com ele, Filho de Adão. Não é tão fácil assim! – respondeu o Sr. Castor, caindo na gargalhada. – Transformar ASLAM em pedra? Se ela conseguir manter-se em pé diante dele, olhá-lo cara a cara, já é caso para dar-lhe os parabéns. Não, não. Ele vem botar tudo nos eixos. Assim diz um velho poema que costumamos cantar:
O mal será bem quando Aslam chegar,
Ao seu rugido, a dor fugirá,
Nos seus dentes, o inverno morrerá,
Na sua juba, a flor há de voltar.
Quando vocês virem Aslam, hão de entender tudo.
E chegaremos a vê-lo, um dia? – perguntou Susana.
Mas é claro, Filha de Eva; foi para isso que eu os trouxe até aqui. Vou guiá-los até ele.
E ele é um homem? – perguntou Lúcia.
Aslam, um homem! – disse o Sr. Castor, muito sério. – Não, não. Não lhes disse eu que ele é o Rei dos Bosques, filho do grande Imperador de Além-Mar? Então não sabem quem é o rei dos animais? Aslam é um leão... o Leão, o grande Leão!
Ah! – exclamou Susana. – Estava achando que era um homem. E ele... é de confiança? Vou morrer de medo de ser apresentada a um leão.
Ah, isso vai, meu anjo, sem dúvida – disse a Sra. Castor. – Porque, se alguém chegar na frente de Aslam sem sentir medo, ou é o mais valente de todos ou então é um completo tolo.
Mas ele é tão perigoso assim? – perguntou Lúcia.
Perigoso? – disse o Sr. Castor. – Então não ou viu o que Sra. Castor acabou de dizer? Quem foi que disse que ele não era perigoso? Claro que é, perigosíssimo. Mas acontece que é bom. Ele é REI, disse e repito.” (Do capítulo 8)

 

O Cavalo e seu menino  

Mas Corin é que será o rei, pai - protestou Cor.
Nada disso, rapaz - replicou o rei Luna. - Você será o meu herdeiro. Cabe a você a coroa.
Mas não quero a coroa - disse Cor. - Prefiro muito mais...
Não interessa, Cor, o que você prefere. É a lei.
Mas, se somos gêmeos, somos da mesma idade!
Nada disso - respondeu o rei, rindo-se. - Um tem de vir primeiro. Você é mais velho do que Corin vinte minutos. E mais ajuizado também, espero. - Olhou para Corin, piscando.
Mas, pai, o senhor não pode escolher quem quiser para rei?
Não. O rei obedece às leis, pois as leis o fizeram rei.
Puxa vida! - disse Cor. - Não quero a coroa de jeito nenhum. Olhe aqui, Corin... a culpa não é minha. Nunca pensei que acabaria passando a perna no seu reinado.
Viva! Salve! - gritou Corin. - Não tenho de ser rei! Não tenho de ser rei! Vou ser príncipe a vida toda. Os príncipes é que se divertem!
É ainda mais verdade do que ele pensa, Cor - falou o rei Luna. - Pois ser rei é isto: ser o primeiro em todos os combates e o último em todas as retiradas. Quando houver fome no país (o que às vezes acontece nos anos piores), o rei deve alimentar-se frugalmente, e rir mais alto do que ninguém diante de uma refeição parca.”  (Do capítulo 15)  

Príncipe Caspian
Lúcia concordou, toda arrepiada, e quando se sentaram disse:  
Sabe, Su, acaba de me ocorrer uma idéia terrível. 
O que foi?
Não seria medonho se um dia, no nosso mundo, os homens se transformassem por dentro em animais ferozes, como os daqui, e continuassem por fora parecendo homens, e a gente assim nunca soubesse distinguir uns dos outros?” (Do capítulo 9) 

“– Foi bom ter vindo – disse ele.
Aslam, como você está grande! 
É porque você está mais crescida, meu bem.
E você, não? 
Eu, não. Mas, à medida que você for crescendo, eu parecerei maior a seus olhos.”  (Do Capítulo 10) 
 “– Compreendo, Senhor. Estava pensando que gostaria de ter tido uma ascendência mais honrosa. 
Descende de Adão e Eva – tornou Aslam. – É honra suficientemente grande para que o mendigo mais miserável possa andar de cabeça erguida, e também vergonha suficientemente grande para fazer vergar os ombros do maior imperador da Terra. Dê–se assim por satisfeito. 
Caspian baixou a cabeça.” (Do Capítulo 15) 

 

A Cadeira de prata

“  A missão que me fez chamá-los aqui, fora do mundo de vocês.
Jill ficou intrigadíssima, achando que o Leão a tomava por outra pessoa. Não tinha coragem de revelar isso, apesar de sentir que podia dar numa confusão medonha. 
Diga o que está pensando, criança. 
Eu estava imaginando... quer dizer... não está havendo um engano? Acontece que ninguém chamou a gente aqui. Nós é que pedimos para vir. Eustáquio disse que devíamos chamar... alguém... não me lembro do nome... e que esse alguém talvez nos deixasse entrar. Foi o que fizemos, e então encontramos a porta aberta. 
Não teriam chamado por mim se eu não houvesse chamado por vocês.” (Do Capítulo 2) 

“– (…) Uma palavrinha, dona – disse ele, mancando de dor –, uma palavrinha: tudo o que disse é verdade. Sou um sujeito que gosta logo de saber tudo para enfrentar o pior com a melhor cara possível. Não vou negar nada do que a senhora disse. Mas mesmo assim uma coisa ainda não foi falada. Vamos supor que nós sonhamos, ou inventamos, aquilo tudo – árvores, relva, sol, lua, estrelas e até Aslam. Vamos supor que sonhamos: ora, nesse caso, as coisas inventadas parecem um bocado mais importantes do que as coisas reais. Vamos supor então que esta fossa, este seu reino, seja o único mundo existente. Pois, para mim, o seu mundo não basta. E vale muito pouco. E o que estou dizendo é engraçado, se a gente pensar bem. Somos apenas uns bebezinhos brincando, se é que a senhora tem razão, dona. Mas quatro crianças brincando podem construir um mundo de brinquedo que dá de dez a zero no seu mundo real. Por isso é que prefiro o mundo de brinquedo. Estou do lado de Aslam, mesmo que não haja Aslam. Quero viver como um narniano, mesmo que Nárnia não exista.(...)" (Do capítulo 12)


“ (...) Quando a polícia chegou, não encontrou leão nenhum, nem brecha no muro, nem baderneiros. Ali havia somente uma diretora que se comportava como uma louca. Um inquérito foi aberto. Nesse inquérito surgiram cobras e lagartos a respeito do Colégio Experimental; dez pessoas acabaram expulsas. Depois disso, os amigos da diretora perceberam que ela não prestava para diretora, e nomearam-na inspetora-geral. Quando viram que ela não era também grande coisa como inspetora-geral, conseguiram elegê-la para a Câmara dos Deputados, onde ela viveu para sempre feliz.” (Do capítulo 16)

Espero que gostem ^^, se gostaram comentem, se vocês têm algum trecho que gostam e que eu não acrescentei comentem também! Até mais! ^^
 



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